domingo, julho 08, 2007

domingo. pé-de cachimbo. sete e tal da manhã. garganta doendo muito. muito mesmo. ninguém merece. eu não mereço. preguiça mal-estar fome tudo ao mesmo tempo. banho. eu esqueci de dizer que eu quero um chuveiro daqueles também ( eu e a bebel do paraíso! ). café da manhã e minha péssima notícia aos viajantes: preciso ir para casa. agora. por favor. quero a minha cama de casal classe média, meu chuveiro elétrico que vive pifando ... quero meus travesseiros. vambora! credo. lamúrias. chororô. mas a promessa do pedalinho na lagoa tinha que ser cumprida. senão, no futuro mais dois anos de análise por minha culpa. tá. lá fui eu me arrastando. e, adivinha o que? pedalinho só depois do pan. é. este pan que para mim é mesmo um pandemônio. pé na estrada. voltando para casa.

sábado. tarde de sábado. almoço. comi pouco porque a garganta não ajuda e diz não para a minha fome. comida familiar no meu bairro familiar. falei com a ana. que me deixou uma caixinha-imã de fósforo tudo de bom. final de tarde todos despencados cada um numa cama exaustos. o sábado terminou assim. dor de garganta. alegria. um quê de mordomias. assim.

sábado. sol. café da manhã daqueles que você vê nas novelas da globo e deseja intensamente todos os dias. vamos pra praia? não. vamos pro jardim botânico. eu ainda febril. quando estava na puc ia lá pelo menos uma vez por semana. respirar. ar. escutar passarinhos e o som dos bambus gigantescos batendo um nos outros. fomos. fila para o estacionamento. é. finalmente entramos. direto para o espaço tom jobim. sei lá o que deu em mim. meu coração parecia estar na mão de alguém que o segurava e balançava pra lá e pra cá. olhos cheio de água. contida para não chorar e sei lá, pensarem que eu era sei lá o que. afinal, sei lá o que eu sou. tá. chapéu de panamá. caixa de charutos e escritos. o mais lindo. impossível não há o mais lindo. porque tudo é lindo. ele, tom, relatando o início dele. o início da vida dele. fotografei. depois eu publico. mas acho que não saiu boa não. a esta altura estava chorando mesmo. escondida atrás do óculos escuros. meu pai. pensei tanto nele. que ele acabou vindo. sentou no banquinho ao meu lado e assistimos, tom, miucha e vinicius cantando ... que a luz dos olhos teus precisa se casar.... leve leve leve. eu e as crianças correndo pelas alamedas do jardim. isso é que é vida. isso é que é vida.

engarrafamento na barra. quilométrico. deus me livre morar no rio. cidade do rio de janeiro. avenida atlântica finalmente. diga-me alguém o que virou a avenida atlântica? palco ridículo para o tal live earth. quase dez da noite. passagem de som do lenny kravitz. cinco minutos parada escutando a passagem do cara. negão lindo. gos-to-so. mais pra frente, um paredão azul celeste enorme. arena para o volley de praia. um troço medonho. chego no hotel e dasarmo na cama king size. não. deve ser maior que uma king size. não importa. eu queria muito uma cama daquelas. dor de garganta. meio febril. ano que vem tomo vacina contra gripe. acho que sou uma quase idosa.

programa de mãe índia. na verdade não. mães índias não fazem este tipo de programa. shopping na barra. cinema, mac donald's flipper. para variar eu estava no figurino errado. meio errado. calça jeans, tênis e camiseta. sessão das cinco para shrek 3. cinema vazio. va-zi-o. ar condicionado no máximo. e mamãe congelando. final do programa: mamãe com uma dor de garganta que a impedia de falar qualquer coisa. até os palavrões merecidos para esta ocasião.

seria trágico se não fosse cômico: cartório na avenida nossa senhora de copacabana, rio de janeiro, 15:27. eu. lá dentro. senha amarela número duzentos e alguma coisa. cinco minutos de espera. menos mal. minha vez. atendente mocinha e educada. menos mal. peço a segunda via da certidão de nascimento da minha filha que foi assaltada. enfim, a mocinha me informa que ela, minha filha está registrada lá. ok. acho que ela perdeu alguma coisa. o pior ainda está por vir. paga-se quarenta reais pela certidão que ficará pronta em dois dias úteis. estávamos numa sexta-feira. ok. digo que moro em cabo frio e pergunto se, eu pagar o sedex eles poderiam me enviar. não. como assim não? não. a mocinha diz que, se eu morasse no rio até enviariam. mas, cabo frio?! ok. insisto. peço para ela procurar algum superior, gerente ( cartório tem gerente?). lá vai ela. volta dizendo que está tudo bem que eles enviarão para minha residência. uau. alegria. passageira. ela emenda com um mas... agora abre aspas: " a senhora vai telefonar para cá para fazer o pedido pelo telefone." tá rindo? eu também morri de rir. saquei meu celular da bolsa e, sentada, dentro do cartório, na frente da atendente fiz o pedido da certidão. ok. agradeci a mocinha que morta, ela estava morta de vergonha pediu desculpas e agradeceu a minha compreensão. moral da estória: ainda existe gente que morre de vergonha alheia. a mocinha do cartório. bonitinha e ainda ingênua.

baseado em fatos da vida real a ( a minha ): cena final de shrek 3.

quinta-feira, julho 05, 2007

eu. uma pessoa monotemática.

m.b.

m.b. e jodi meinick.

ok. e-le. misha. e o seu 'hell's kitchen dancers'. eu o assisti. o ano era 81 ou 82. teatro do falecido hotel nacional em são conrado. palco minúsculo para um bailarino como ele. mas foi inesquecível.
adoro. na parede do corredor daqui de casa pendurei de uma ponta a outra fotos preto e branco dele. dançando. gostaria de ir assistir. municipal e ele. tudo. gostaria de assistir a ele dançar ' push comes to the shove' ou então ' la jeunne fille et la mort' ou quem sabe o meu preferido de todos 'coppelia'. já que estou sonhando mesmo o the best seria acompanhar um ensaio. inteiro. do início ao fim. misha. do início ao fim. the best.

segunda-feira, julho 02, 2007

minha cabeça é um sotão. credo. nessa madrugada reunião familiar nos meus sonhos. mãe avó tio ... reunião familiar algumas vezes é o caos. pois é. meu sonho foi um caos.

domingo, julho 01, 2007



você procura nos livros. nos clássicos. nos letrados. nos chics. nos politicamente corretos. coisa e tal. aquela palavra, frase, verso, refrão canção que te acolha. e não encontra. numa virada de esquina dá de cara com ele. o zeca. nos momentos mais humanos o poeta dos poetas.

o ser humano é um troço muito esquisito mesmo. eu você tu ele ela nós somos muito esquisitos mesmo. juro por deus que não sei porque eu ainda dou atenção ao que me dizem. também não sei porque dão atenção ao que eu digo. ( dúvida ). deve ser porque somos muito esquisitos. aliás, domingo é um dia esquisito.

jana magalhães.